O Seminário São João Maria Vianney festejou o aniversário de ordenação presbiteral do Padre Marcos Donizete Bertanha, reitor da filosofia e vigário ecônomo da diocese de Apucarana. O Padre Marcos completou 7 anos de ordenação, com ânimo,muita fé e dedicação para trabalhar pelo Reino de Deus.
Mais informações acesse: SAV Apucarana
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terça-feira, 6 de agosto de 2013
7 anos de dedicação a Deus
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sexta-feira, 24 de agosto de 2012
Sérgio Tucano, presbítero dos Índios
A escola de ensino fundamental e médio do Distrito, que reúne mais de duzentos e cinquenta alunos das aldeias vizinhas, suspendeu as atividades durante uma semana para ajudar as famílias a preparar esta festa. Foi montado um palco artisticamente ornamentado com peças do artesanato local. As famílias da sede organizaram-se para acolher e hospedar os numerosos “parentes” (para os índios, o índio de qualquer etnia é um parente!) que começaram a chegar quatro dias antes para participar do tríduo preparatório. Depois das orações havia apresentações culturais com encenações, cantos e danças.
No dia 16/08, às 05:30 da manhã, a bordo do barco “Pérola Negra”, vinte navegantes: padres, irmãs, cristãos leigos e leigas e o bispo, partimos da cidade de São Gabriel da Cachoeira. Navegamos pelos rios Negro, Uaupés e Tiquié durante 53 horas. Extasiados contemplamos a beleza das cachoeiras, a variedade das árvores com o verde de todos os matizes, as aves que fugiam amedrontadas pelo barulho do motor. Ao entardecer, celebrávamos agradecidos a Santa Eucaristia. E dormíamos acalentados por mãe negra, a noite, pontilhada de estrelas e iluminada pelos tênues raios da lua minguante.
A Celebração da Ordenação iniciou, às 09 horas, com o rito de purificação do ambiente realizado pelo Pajé com seu tradicional bastão e o perfumado “incenso” nativo. A procissão de entrada foi precedida pela dança de acolhida “cariçu” realizada por um grupo de casais com vistosos enfeites e pinturas corporais. Eles voltaram depois para a dança do “dabucuri” : os homens tocando flautas e as mulheres carregando as ofertas para a Eucaristia. Um grupo de jovens dançou acompanhando a entronização da Bíblia carregada por uma indiazinha dentro de uma canoa transportada nos ombros de dois robustos jovens.
Comoveram a todos os testemunhos das pessoas que acompanharam a formação do Sérgio. O Pe Ivo Trevisol, o pároco que apoiou e encaminhou o jovem quando manifestou o desejo de ser padre. O Pe Jorge Gonçalves que o acolheu no Seminário em São Gabriel em 2001 e o seguiu de perto durante dez anos. A Professora Ana Cleide que o conheceu como colega de estudos e colaborou com ele no mistério diaconal. Destacaram a simplicidade, a cordialidade, a alegria, a prontidão para servir, a confiança com que se entrega nas mãos de Deus e a generosidade com que abraça o ministério.
Com a exceção de dois cantos da celebração, os demais foram todos cantados em Tukano. Inclusive a Ladainha de Todos os Santos. Depois da invocação dos Santos, entre os quais Nossa Senhora de Guadalupe e o índio S. Juan Diego, o povo entoava: “Uhsãre koteya” (rogai por nós) ou “Ayuseré oyá (intercedei por nós). Já que você ficou curioso, apresento-lhe também a versão do Sinal da Cruz com a melodia do “Amém Aleluia” que costumo cantar. “Paku ye wamé merâ! Maku ye wamé merâ! Bauhtigu ayu Yurugu ye wamé merã! Toho werã ekatirã, Ayurõ ekatirã, Ayurõ merã! Tudo a ver com o nosso português, não lhe parece!?
Os textos bíblicos, escolhidos pelo Sérgio, iluminam a missão de profeta, pastor e sacerdote que ele assume com o sacramento da Ordem: Jer 1, 1-10; Salmo 23; Heb 5, 1-6; Mt 18, 10-14. Do Evangelho de Mateus, ele tirou também o lema de sua vida e ministério: “Não desprezeis nenhum desses pequeninos, porque eu vos digo que os seus anjos nos céus vêem continuamente a face de meu Pai que está nos céu… A vontade do Pai é que não se perca nenhum destes pequeninos” (Mt 18,10 e 14).
Nas palavras que proferiu antes de dar a primeira bênção, afirmou que viverá o ministério como um pequenino pastor a serviço dos irmãos mais pequeninos. Lembrou que o despertar de sua vocação aconteceu quando a Ir Elizabeth, Filha de Maria Auxiliadora, convidou-o para ajudá-la a construir casas para os Hupda. “Um Tukano que sempre considerou os Hupda como seus empregados, como poderia agora colocar-se a serviço deles?”, foi o primeiro pensamento que lhe ocorreu. Mas a Irmã, a primeira incentivadora de sua vocação, mostrou-lhe que na ótica do Evangelho e do seguimento de Jesus, “os últimos devem ser os primeiros” a receber nosso amor e nosso serviço.
Anos depois, quando fez um retiro na linha da espiritualidade de Charles de Foucauld escutou estas palavras que o confirmaram nesta direção: “Jesus quando veio habitar no meio de nós escolheu de tal modo o último lugar que ninguém lhe poderá tirar”. Se o Mestre e Senhor buscou em tudo o último lugar, como pode seu discípulo desejar o primeiro? Um de seus atentos formadores afirmou que houve um Sérgio antes e outro depois deste retiro. Isto transparece na comprometedora e radical “Oração do Abandono” que ele colocou no convite de sua ordenação: “Pai a vos me abandono… Entrego a minha vida em vossas mãos… Estou pronto para tudo. Aceito tudo, contanto que a vossa Vontade se faça em mim e em todas as vossas criaturas”.
As famílias da sede preparam gostoso e abundante almoço que foi servido gratuitamente para todos. Verdadeira festa da partilha e da multiplicação. Às 14 horas iniciaram as apresentações de cantos com coreografias e belíssimas danças de jovens e adultos que se prolongaram até o entardecer.
O Pe Sérgio de Jesus, Diocesano, permanecerá até o fim do ano em Pari Cachoeira trabalhando com o Pe Ivo Trevisol, Missionário do Sagrado Coração. Os “parentes” que o acompanharam como diácono, desejam agora vê-lo pregando o Evangelho e celebrando os Sacramentos na língua materna. Deste modo vai se concretizando o sonho da inculturação do Evangelho com a profunda inspiração: “A boa nova das culturas indígenas acolhe a Boa Nova de Jesus”.
No dia 16/08, às 05:30 da manhã, a bordo do barco “Pérola Negra”, vinte navegantes: padres, irmãs, cristãos leigos e leigas e o bispo, partimos da cidade de São Gabriel da Cachoeira. Navegamos pelos rios Negro, Uaupés e Tiquié durante 53 horas. Extasiados contemplamos a beleza das cachoeiras, a variedade das árvores com o verde de todos os matizes, as aves que fugiam amedrontadas pelo barulho do motor. Ao entardecer, celebrávamos agradecidos a Santa Eucaristia. E dormíamos acalentados por mãe negra, a noite, pontilhada de estrelas e iluminada pelos tênues raios da lua minguante.
A Celebração da Ordenação iniciou, às 09 horas, com o rito de purificação do ambiente realizado pelo Pajé com seu tradicional bastão e o perfumado “incenso” nativo. A procissão de entrada foi precedida pela dança de acolhida “cariçu” realizada por um grupo de casais com vistosos enfeites e pinturas corporais. Eles voltaram depois para a dança do “dabucuri” : os homens tocando flautas e as mulheres carregando as ofertas para a Eucaristia. Um grupo de jovens dançou acompanhando a entronização da Bíblia carregada por uma indiazinha dentro de uma canoa transportada nos ombros de dois robustos jovens.
Comoveram a todos os testemunhos das pessoas que acompanharam a formação do Sérgio. O Pe Ivo Trevisol, o pároco que apoiou e encaminhou o jovem quando manifestou o desejo de ser padre. O Pe Jorge Gonçalves que o acolheu no Seminário em São Gabriel em 2001 e o seguiu de perto durante dez anos. A Professora Ana Cleide que o conheceu como colega de estudos e colaborou com ele no mistério diaconal. Destacaram a simplicidade, a cordialidade, a alegria, a prontidão para servir, a confiança com que se entrega nas mãos de Deus e a generosidade com que abraça o ministério.
Com a exceção de dois cantos da celebração, os demais foram todos cantados em Tukano. Inclusive a Ladainha de Todos os Santos. Depois da invocação dos Santos, entre os quais Nossa Senhora de Guadalupe e o índio S. Juan Diego, o povo entoava: “Uhsãre koteya” (rogai por nós) ou “Ayuseré oyá (intercedei por nós). Já que você ficou curioso, apresento-lhe também a versão do Sinal da Cruz com a melodia do “Amém Aleluia” que costumo cantar. “Paku ye wamé merâ! Maku ye wamé merâ! Bauhtigu ayu Yurugu ye wamé merã! Toho werã ekatirã, Ayurõ ekatirã, Ayurõ merã! Tudo a ver com o nosso português, não lhe parece!?
Os textos bíblicos, escolhidos pelo Sérgio, iluminam a missão de profeta, pastor e sacerdote que ele assume com o sacramento da Ordem: Jer 1, 1-10; Salmo 23; Heb 5, 1-6; Mt 18, 10-14. Do Evangelho de Mateus, ele tirou também o lema de sua vida e ministério: “Não desprezeis nenhum desses pequeninos, porque eu vos digo que os seus anjos nos céus vêem continuamente a face de meu Pai que está nos céu… A vontade do Pai é que não se perca nenhum destes pequeninos” (Mt 18,10 e 14).
Nas palavras que proferiu antes de dar a primeira bênção, afirmou que viverá o ministério como um pequenino pastor a serviço dos irmãos mais pequeninos. Lembrou que o despertar de sua vocação aconteceu quando a Ir Elizabeth, Filha de Maria Auxiliadora, convidou-o para ajudá-la a construir casas para os Hupda. “Um Tukano que sempre considerou os Hupda como seus empregados, como poderia agora colocar-se a serviço deles?”, foi o primeiro pensamento que lhe ocorreu. Mas a Irmã, a primeira incentivadora de sua vocação, mostrou-lhe que na ótica do Evangelho e do seguimento de Jesus, “os últimos devem ser os primeiros” a receber nosso amor e nosso serviço.
Anos depois, quando fez um retiro na linha da espiritualidade de Charles de Foucauld escutou estas palavras que o confirmaram nesta direção: “Jesus quando veio habitar no meio de nós escolheu de tal modo o último lugar que ninguém lhe poderá tirar”. Se o Mestre e Senhor buscou em tudo o último lugar, como pode seu discípulo desejar o primeiro? Um de seus atentos formadores afirmou que houve um Sérgio antes e outro depois deste retiro. Isto transparece na comprometedora e radical “Oração do Abandono” que ele colocou no convite de sua ordenação: “Pai a vos me abandono… Entrego a minha vida em vossas mãos… Estou pronto para tudo. Aceito tudo, contanto que a vossa Vontade se faça em mim e em todas as vossas criaturas”.
As famílias da sede preparam gostoso e abundante almoço que foi servido gratuitamente para todos. Verdadeira festa da partilha e da multiplicação. Às 14 horas iniciaram as apresentações de cantos com coreografias e belíssimas danças de jovens e adultos que se prolongaram até o entardecer.
O Pe Sérgio de Jesus, Diocesano, permanecerá até o fim do ano em Pari Cachoeira trabalhando com o Pe Ivo Trevisol, Missionário do Sagrado Coração. Os “parentes” que o acompanharam como diácono, desejam agora vê-lo pregando o Evangelho e celebrando os Sacramentos na língua materna. Deste modo vai se concretizando o sonho da inculturação do Evangelho com a profunda inspiração: “A boa nova das culturas indígenas acolhe a Boa Nova de Jesus”.
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sexta-feira, 10 de agosto de 2012
Atleta espanhol vai entrar para o seminário após os Jogos Olímpicos de Londres

Um atleta da delegação olímpica espanhola decidiu consagrar a sua vida a Deus e vai entrar para o seminário assim que terminar sua participação nos Jogos de Londres. De acordo com a Catholic New Agency, Carlos Ballve, jogador de hóquei em campo, participa pela primeira vez das Olimpíadas e espera aproveitar esta “experiência incrível e preciosa” para “ganhar” mas também “para crescer na vivência da fé e na partilha de Deus com pessoas vindas de todas as partes do mundo”.
O final da prova olímpica vai marcar o início da sua caminhada para o sacerdócio, num seminário na Bélgica, depois de um período de discernimento iniciado em 2005. No Verão desse ano, a sua vida mudou radicalmente, enquanto estava num campeonato do mundo na categoria de sub-21.A sua equipe “começou muito mal” a competição e Carlos decidiu “assumir um compromisso com Deus”.
O jovem disse a Deus que “se ajudasse a equipe a melhorar a sua prestação” ele iria até Medjugore (pequena região da Bósnia Herzegovina onde alegadamente ocorreram aparições de Nossa Senhora) em peregrinação com o pai.A sua seleção “fez história”, conquistou uma inédita “medalha de bronze” e o atleta cumpriu a sua promessa.
No entanto, apesar do reforço que aquele episódio trouxe à sua fé, “alguma coisa dentro de si dizia-lhe” que faltava algo mais à sua vida, “era livre mas não era feliz”. E foi assim que, mesmo no auge da sua carreira, Carlos Ballve decidiu parar e partir em busca de Deus.
A organização dos Jogos de Londres, que se concluem a 12 de agosto, reservou espaços inter-religiosos de oração e silêncio para os 16 mil atletas de mais de 200 países, incluindo Portugal. O centro interconfessional da aldeia olímpica inclui mais de 50 clérigos cristãos, judeus, muçulmanos, budistas e hinduístas, entre outros, para "oferecer apoio, cuidado pastoral e ajuda espiritual”, bem como vários momentos de celebração e encontros de grupo, refere o site do evento.
Momento de Espiritualidade
No pátio da igreja Católica de São Francisco de Assis, perto da Vila Olímpica, em Londres, alguns voluntários da Finlândia, membros da organização evangélica “Youth with a mission”, fazem perguntas aos frades sobre a vocação católica. O espírito das Olimpíadas é também este, um novo diálogo entre as religiões cristãs e a vontade de alcançar juntos quem se afastou de Cristo. Nesta paróquia, frequentada por mais de mil pessoas todos os domingos, o grupo de jovens vindos da Finlândia, colabora com os frades vindos de Portugal, Argentina, Singapura, Ilhas Maurício, França, Colômbia e também da comunidade de Palestrina, perto de Roma.
Saem juntos pelas ruas ao redor da Vila Olímpica, os jovens vestindo uma camiseta com a frase “More than gold” (mais do que ouro), a organização ecumênica que organizou as atividades de evangelização em todo o Reino Unido, e os frades com sua veste marrom.
“Não fazemos proselitismo, impondo o cristianismo”, explica Alice Lamula, voluntária finlandesa, que está na capital inglesa junto com seu marido, “procuramos fazer perceber aos presentes que os amamos e que nosso afeto vem de Jesus”. Depois os convidamos para as celebrações ou a tomar alguma coisa no espaço aberto pela paróquia, organizado para receber os visitantes que chegam a Stratford para ver as competições.
“No metrô as pessoas ficam curiosas ao ver nossa roupa e fazem perguntas. Isto é também uma maneira de testemunhar Cristo”, explica padre Anthony Cho. “Por ocasião da cerimônia de abertura dos jogos organizamos uma festa: as pessoas de várias comunidades trouxeram comida e fizemos torcida uns pelos times dos outros, olhando as Olimpíadas num telão”. Para Padre Cho, os Jogos Olímpicos são uma ótima oportunidade para melhorar as relações dentro dessa comunidade multicultural em que os paroquianos vivem, com origens em diferentes países do mundo: Europa do Leste, Malásia, Singapura, Caribe.
“Até o dia 10 de agosto, ficará exposto o Santíssimo Sacramento das 9h da manhã até às 18h, locais, e haverá quatro noites dedicadas às orações de Taizé. No último dia das Olimpíadas, 12 de agosto, o bispo de Brentwood, dom Thomas McMahon, celebrará a missa de ação de graças”, diz o padre Anthony Cho.
CNBB
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quinta-feira, 9 de agosto de 2012
Testemunho Vocacional
Testemunho do Seminarista Diocesano José Antonio Ferreira
“Mestre, por causa da tua Palavra,
lançarei as redes”. (Lc 5,5).
Acredito que minha história
vocacional deu-se desde muito cedo. Nasci em uma família extremamente católica,
pais, tios e avós sempre ligados à Igreja através de catequese, ministros de liturgia,
entre outros. Sempre fui motivado a estar participando da vida na Igreja,
através de encontros de oração, novenas, catequese, e também e mais importante,
a Santa Missa. Creio que o primeiro chamado de Deus ocorreu quando terminei a
quinta etapa, em preparação para o Sacramento do Crisma. Sentia um desejo de
estar participando mais ativamente das atividades, e com doze anos me tornei
auxiliar na catequese em minha comunidade de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro,
da Paróquia Cristo Sacerdote. Com o passar do tempo, percebi que somente
auxiliar na catequese, não estava sendo suficiente. Sentia a vontade de ajudar
cada vez mais. Após ser crismado, tive a experiência de participar das Santas
Missões Populares em minha paróquia, juntamente com minha mãe e também uma
ministra. Com dezoito anos de idade, e sete anos de caminhada na catequese de
minha paróquia, assumi a coordenação da catequese na comunidade. Foi um
trabalho muito gratificante, onde me sentia feliz, mas ainda assim sentia algo
faltar.
No ano de dois mil e oito, em
janeiro, tive a oportunidade de visitar o Santuário Nacional de Aparecida e
também a Fazenda Esperança em Guaratinguetá/SP. Acredito que ali, em meio às
montanhas que cercam a fazenda e durante uma oração solitária na capela dedicada
a Frei Galvão, que consegui discernir e reconhecer o chamado de Deus em minha
vida. Foi uma linda noite e me sentia a cada passo dentro da capela, estar mais
ligado a Deus e disposto a essa vida de doação e serviço pelo seu Reino.
Comecei a fazer os encontros vocacionais, com a Congregação dos Oblatos de São
José, e em fevereiro de dois mil e nove, ingressei no Seminário Nossa Senhora
de Guadalupe em Ourinhos/SP. Após um período de experiência, retornei à
Apucarana e iniciei o acompanhamento vocacional na Diocese de Apucarana. Em
fevereiro de dois mil e dez, ingressei no Seminário Maior Diocesano São João
Maria Vianney, onde hoje estou cursando o terceiro ano do curso de Filosofia e
atualmente desenvolvendo meus trabalhos pastorais na Catedral Nossa Senhora de
Lourdes.
Agradeço infinitamente a Deus em
primeiro lugar pelo chamado a estar ao seu serviço. Tenho fé que juntamente com
a ajuda de meus familiares, formadores, amigos seminaristas e comunidade
conseguirei fazer um ótimo caminho de discernimento e estar sempre disponível
ao serviço. Que Deus nos abençoe sempre. Amém.
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domingo, 11 de março de 2012
"Não fostes vós que me escolhestes, mas Eu que vos escolhi."
Testemunho vocacional
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| Tiago Volpato Seminarista propedeuta. |
Meu nome é
Tiago Henrique Volpato, sou de Arapongas, lembro-me que quando era criança
falava que iria ser padre, mas como quase toda criança, mudava de opinião a
todo instante. Sempre me perguntavam se eu não queria entrar para o seminário,
minha resposta era negativa, ou nem respondia. Tinha curiosidade e muitas
dúvidas sobre minha vocação até que conheci o Pe. Marcos Fábio. Lembro-me muito
bem quando ele fez uma brincadeira perguntando se eu não queria ser padre no
meio da comunidade me deixando muito envergonhado, mas aguçando ainda mais a
minha curiosidade sobre a vida sacerdotal.
Todos os
lugares que nós nos víamos, ele sempre fazia a mesma pergunta, até que ele me
convidou para fazer encontros vocacionais, aceitei, e pude conhecer a vida dos
seminaristas e o seminário, percebi como eles viviam como uma família e senti
que Deus me chamava, mas meus medos me desanimavam.
Com o apoio
de todos, ingressei no seminário, na etapa do propedêutico e percebo cada vez
mais a importância do Padre na sociedade. O caminho para o sacerdócio é árduo,
porém, Deus sempre nos acompanha neste caminhar.
Desejo a
todos, muitas felicidades, e que Deus nos abençoe, sempre!
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sexta-feira, 9 de março de 2012
Testemunho Vocacional
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| Seminarista Marcos Ferreira |
Acredito que somos
chamados por Deus de várias formas e a todo momento, porém não estamos aptos a
ouvi-Lo. A criatividade de Deus é algo esplendoroso.
Aos meus sete anos, numa missa
celebrada na paróquia Nossa Senhora Aparecida de Rio Bom, ouso dizer que tive
minha primeira experiência de Deus, senti- O me chamando a estar mais próximo
Dele como padre.
Passados quatorze anos daquele
que seria minha primeira experiência de Deus, algo me inquietava, deixando – me
confuso, na verdade não sabia o que queria para minha vida. Procurei o padre de
minha paróquia e contei sobre minhas dúvidas, ele me aconselhou e me encaminhou
para o SAV da paróquia e lá tive todo o acompanhamento necessário.
Na verdade, meu sonho era
estudar História, contudo a voz de Deus gritava em mim, deixando – me cheio de
dúvidas.
Conversando com o padre, que
sempre me atendeu de uma maneira acolhedora, com humildade, resolvi aceitar o
convite de ir visitar o seminário de Apucarana. Foi uma experiência magnífica,
gostei muito deste primeiro contato com o seminário e com os seminaristas que
me acolheram muito bem.
Não acreditava que um sonho de
criança estava a se realizar, preenchi uma ficha com meus dados e não demorou
muito para eu fazer meu primeiro encontro vocacional.
“Tu será pescadores de homens”,
esta frase dita por Jesus me estimula a fazer sempre a vontade dEle em minha
vida, aí está a motivação de minha vida como vocacionado.
Sempre sou grato a Deus e as
pessoas que confiam suas orações sobre mim e todos os colegas de caminhada, que
o mesmo Deus cumule de bênçãos todos vocês.
Seminarista Marcos Ferreira
3º ano de Filosofia
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domingo, 26 de fevereiro de 2012
Testemunho Vocacional
| Thiago Righetti Dias Seminário Menor |
Recordo-me de quando possuía apenas quatro anos de idade, no ano de
1999, quando ao aproximar-me de minha mãe, lhe disse: mãe, quero padre! Na
época, já participava das Missas, mas a freqüência de meus pais não era a das
melhores. Aos cinco anos, acompanhava meu irmão na catequese, onde aos seis eu
ingressei. Neste mesmo período, convidaram-me a participar do coral infantil
paroquial Brilho da Esperança, e na mesma época, também comecei
participar do grupo de coroinhas. É interessante, pois a minha abertura
participativa na vida da Igreja deu-se aos seis anos de idade. Neste tempo,
cujo ano era de 2001, minha mãe atendeu os meus pedidos, construindo uma
pequena capela em casa, onde com os amigos, brincávamos de “missa”, lembro-me
do dia em que colocamos uma imagem de Nossa Senhora das Graças num andor, e
saímos em procissão ao redor do quarteirão, chamando atenção de todos, pois
devíamos ser umas doze crianças, sem contar os adultos que saiam na janela de
suas residências e acabavam nos acompanhando. Tempos mais tarde, meu
engajamento foi se consumando, e a minha vocação junto a ele. Aos nove anos, já
fazia parte da escala de canto nas Missas das Crianças aos domingos, e na
época, recebi a Eucaristia, sacramento pelo qual esperei ansiosamente. Minha
avó Helena, sempre acompanhou meus passos, eu sempre estava na companhia dela,
principalmente nas missas. Posso afirmar minha avó foi uma das maiores
animadoras vocacionais que eu já possuí. Hoje ela habita na morada do Pai.
Os tempos, como o vento se passaram, e eu permaneci fiel na vocação,
onde aos onze anos pude acompanhar mais de perto o rito da ordenação
sacerdotal, do padre Adriano Ferreira em nossa Paróquia Nossa Senhora das
Graças de Santa Fé. Para mim foi um impulso. Aos treze, assumi a Pastoral dos
Coroinhas, e também o canto litúrgico da Missa do Perpetuo Socorro. Aos
quatorze, assumi escala de canto nas Missas Dominicais na Paróquia e quando
recebi a visita do padre Valdecir (animador vocacional diocesano) por
intermédio de outro vocacionado. Em 2009, participei dos encontros vocacionais
no Seminário Menor Diocesano, onde permaneço, e no dia 05 de fevereiro de 2010,
ingressei no respectivo seminário. Sinto-me felicíssimo em poder
responder ao chamado que Deus realizou em minha vida, pois acredito que com a
graça do Pai, e com a ajuda de meus irmãos seminaristas, formadores,
familiares, comunidade, eu conseguirei chegar ao sacerdócio. Agradeço
ao bondoso Deus por todas as maravilhas que realizou em minha vida. Agradeço a
cada um que me motivou e me orientou quando mais precisei. Que Deus nos
abençoe. Amém.
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quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012
Testemunho Vocacional
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| Adilson Junior - Seminarista Propedeuta |
Gostaria
de contar um pouco como foi minha escolha vocacional, e tenho a esperança que
muitos outros meninos tenham a alegria de também partilhar essa graça de Deus
que é se preparar para se tornar um sacerdote.
Meu
nome é Adilson José dos Santos Júnior, e embarquei nesse mesmo ano no Seminário
Maior São João Maria Vianey, onde iniciei o período do Propedêutico.
Sou
aqui de Apucarana, e morava com meus queridos pais: Rosangela Broiato, Adilson
Santos e meu irmão mais novo Alisson Vinicius.
Desde
o inicio da minha historia vocacional a Virgem Santíssima teve um papel
primordial, foi através Dela que pude ouvir o chamado de Deus.
E
também não poderia deixar de falar do meu grande amigo e padrinho de Crisma,
Valdecir Moroti que me ajudou e vem me ajudando sempre que preciso.
Nem
sempre minha vida foi voltada para Deus, teve certa época em que eu estive bem
afastado de minha fé e realmente não tinha vontade alguma de rezar ou de saber
o que Deus queria para mim, dessa maneira o meu coração se fechou tanto que a
minha alma pensava em Deus como alguém distante, que eu jamais poderia sentir e
amar como se ama um grande amigo.
Eu
já não rezava mais nem mesmo para dormir, sempre me sentia como que indigno de
buscar Deus, e eu não percebia que isso era só uma desculpa que eu arrumava
para a minha falta de vontade. Isso deixava-me triste, e para suprir essa
tristeza buscava alegria onde era mais fácil, ou seja alegria nas coisas do
mundo.
Dou
graças a Deus de que nunca tive o costume de sair de casa para me “divertir” e
isso ajudou para que eu não me distanciasse mais ainda d’ Aquele que merece
todo o nosso amor
Essa
distancia me causou muitos danos e muitas tristezas, e por uma série de
dificuldades tanto eu como minha família começamos a procurar Deus, e nessa
procura acabamos achando Maria a Mãe da Conversão que nos levou de volta com
muito mais fervor a Jesus. E hoje posso afirmar que a Santíssima Intercessora é
de extrema importância para todo Cristão que deseja alcançar a perfeição, pois
Ela foi amolecendo meu coração para que o Criador pudesse moldá-lo.
"Depois desse encontro
com Deus que eu precisava tudo mudou, como nas Bodas de Caná o que era água, ou
seja, minha fé, sem gosto e pálida se tornou em vinho, mais forte e saborosa."
Quem
me ajudou nessa mudança foi o meu Padrinho de Crisma, ele desde o inicio de
nossa amizade me perguntava se eu gostaria de ser Padre, e eu sempre o
respondia negativamente. Mas graças a Deus ele nunca desistiu e continuava a
perguntar, mas eu tinha a opinião feita e minha resposta era não.
Lembro-me
das muitas vezes que ele me chamava para ir ao trabalho com ele e no caminho
sempre falava para mim do amor de Deus e me dizia que era preciso que eu fosse
fiel a vontade de Jesus.
Então
sem a vontade de ser Padre eu queria muito fazer uma faculdade, mas não sabia
qual escolher, e pedi para que ele rezasse por mim, e então depois de algum
tempo, no dia 8 de Maio ele conversou comigo e eu me senti tocado nessa
conversa e depois dele falar sobre sacerdócio meu coração decidiu e entendeu que
Nossa Senhora tinha muita coisa para mim ainda, e ela precisava de mim aqui no
seminário.
Logo
contei para minha mãe essa idéia de ir para o seminário, ela ficou muito feliz
e sempre me apoiou com grande carinho e nunca deixou de me ajudar ela sempre foi
e é minha melhor amiga
Depois
da decisão tomada restava saber em qual seminário entrar, e como eu estudava
com alguns seminaristas eles me convidaram para um encontro vocacional que iria
ter no mês de agosto, e eu aceitei o convite e participei, e pude sentir no
encontro que Deus tinha preparado aquele lugar para mim.
Tive
medo na hora de entrar no seminário, mas o que me deu força foi a ajuda imensa
de meus pais, meu padrinho e meus grandes amigos que rezarão muito por mim e me
apoiarão em tudo que necessitei.
Hoje
já estou aqui no Seminário, tendo a grande alegria de participar todos os dias
da Santa Missa e começando a aprender a Liturgia das Horas.
E
é claro que a saudade bate sim, mas os seminaristas e os padres estão ajudando
bastante, e também meus amigos sempre estão conversando comigo me dando muita
força para prosseguir.
Digo
que todos aqueles que têm, e àqueles que talvez não possuem essa vontade de
entrar para o seminário que coloquem tudo na Mao de Deus, e se esforcem para
conhecê-lo, pois o sacerdócio pode ser o que Deus escolheu para você.Eu nunca
esqueci de pedir a Interseção da Virgem Maria, pois Ela sempre está por perto
ajudando, guiando, consolando e amando muito a todos nós.Ela é a Mãe das
Vocações, é aquela que se fazendo serva e se tornou a amável Rainha.
Toda
essa grande mudança que houve em minha vida atribui a Maria e agradeço a Ela
por tão grandes benefícios que se acumularão ao longo de minha história,
agradeço aos meus Pais ao meu Padrinho e todos os amigos que me deram força
para seguir em frente.
Tudo
por Jesus, nada sem Maria
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quarta-feira, 31 de agosto de 2011
TESTEMUNHO VOCACIONAL - Um caminho um caminhante!
Testemunho Vocacional do Seminarista Alexandro Marques (1º ano de Teologia)
Coloco aqui a minha história, mas isso de dizer minha é um pouco egoísta, vou colocar um caminho e um caminhante nele.
Começou num dia que eu sai de casa para começar o caminho de seguimento de Jesus, com 12 anos de idade, subi num ônibus e ainda contemplo aquele momento e na minha cabeça o inicio de uma aventura. Pensava voltar o quando antes para casa, disse a Deus que um mês somente e estaríamos “quites”. Mas ao terminar aquele mês eu não pude dizer não, e assim entrei no seminário em Curitiba, na congregação dos Legionários de Cristo, na qual eu vivi 15 anos com muito amor. Muitas coisas marcaram minha vida, mas esse amor por Deus e por suas coisas foi sempre o mais forte.
No terceiro ano de seminário minha mãe adoeceu e faleceu, algo muito forte para mim e crucial na minha vida, foi uma crise muito grande para mim. Mas graças a Deus a força que minha mãe sempre me transmitiu e apoio do meu pai eu fui adiante. E esse momento foi forte pois tive que dar a notícia para meus irmãos, imagem que sempre me ajudou para ver as pessoas que precisam, eu não tive que falar muito mas escutar muito, e até hoje tem sido escutar muito e falar o necessário.
Depois de algum tempo voltei para o seminário, fui para o noviciado passei anos de muita intimidade com Cristo, egoísmo da minha parte pois fui uma luta me entregar a Deus, eram momentos que passavam muitas coisas na minha cabeça. Bem mas não conseguia dizer não, fiz os votos. A continuação sai do Brasil, primeiro Estados Unidos, tudo era novo e meus horizontes foram abrindo, aprendi muito com um formador que tive lá sobre o que é ter um verdadeiro coração sacerdotal. Mas como sempre, tive uma crise muito forte nesse período, pois além de estar respondendo ao Senhor eu queria responder o convite que uma pessoa me fez ao aparecer na minha vida, aí quase deixei tudo para fazer aquilo que eu queria, não era mal... mas eu não consegui não continuar nesse caminho, tive que centrar-me e conversar com a pessoa que tinha aparecido na minha vida para podermos continuar cada um por seu lado.
Depois de um ano e meio nos Estados Unidos, atravessei o Oceano e fui para Itália, Roma, para estudar filosofia, depois dos estudos humanísticos que foram muito, mas muito formativos para mim em todos os sentidos. Eu entrei num mundo de pensamentos, eu que gosto muito das coisas mais praticas. Mas tudo bem, aí foram 2 anos, muito bons em que viajei para vários lugares e países, pude conhecer João Paulo II, cumprimentar o Papa Bento XVI, cardeais....
Depois da primeira etapa de filosofia vim para Curitiba, trabalhar na formação dos seminaristas menores, aí foram anos muito dedicados para ajudar aqueles adolescentes a descobrir seu caminho e formar-se. Acho que cumpri aquilo que Deus me pedia aí. O caminho aí se fez difícil pois tive uma escolha que fazer, algo me tocava nesse caminho, vida religiosa ou vida diocesana, continuei na vida religiosa, o caminho é o mesmo mas muda as circunstâncias lugares e atração para responder, pois o caminho é o mesmo do Senhor. Depois de muita aventura em Curitiba, amizades feitas, me dediquei muito para renovar aquela casa em que vivia, me apeguei muito mesmo a tudo. Mas acabou e voltei para Roma continuar os estudos, passado algum tempo sentia muito tocado a fazer uma experiência diferente, ir para uma diocese para ver se era ali que o Senhor me chamava, passou um tempo foi difícil dar esse passo, pois eu me estava aventurando em algo desconhecido, sendo que lá eu tinha tudo. Estava estudando na Europa, e em pouco tempo poderia ser ordenado. Mas nem isso me consolava.
Então eu vim para o Brasil, para diocese de Apucarana, fui acolhido pelo Bispo pelos formadores, pelos companheiros e por muitas pessoas que me acolheram. Isso me fez ver a Mão do Senhor atuando no meu caminho. Não vou dizer que foi um caminho de rosas, mas encontrei muito espinho. Mas posso dizer que estou muito feliz por estar aqui seguindo esse caminho, eu sei que como toda aventura tem momentos difíceis, mas a grande alegria é poder dizer eu tive a coragem, essa coragem tem vindo do Senhor e que olhou nesse caminho e não consegui desviar meu olhar do seu. Sou Feliz. Como me dizia um bispo em Roma: “Ali onde você escolher estar e estiver feliz, Cristo vai estar feliz com você, se Ele está feliz.”
Não esqueço da minha Mãezinha do céu que não coloquei mas poderia ter narrado minha só com os olhos dela, quando entrava o caixão da minha mãe na Igreja lembro de escutar um sido e estar na frente de uma imagem de Nossa Senhora dizendo: Agora sou só seu Mãe, tu irás cuidar de mim. Ela marcou sempre minha vida e minha entrada oficial na diocese tem sido dia dedicado a Nossa Senhora de Lourdes a padroeira da diocese.
Por tudo isso dou graças Deus, e sigo no caminho...
Agradecemos ao Seminarista Alexandro Marques por ter compartilhado conosco seu lindo testemunho. Que você, caro vocacionado, possa se inspirar neste testemunho para ter forças de dar o SIM que Deus tanto espera de você!
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