quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Origem do Mês Vocacional

O mês de agosto é, tradicionalmente, o mês vocacional no Brasil. A CNBB convoca, todos os anos, para intensificar, neste mês, as orações e as ações em favor das vocações em geral. Embora a vocação para os ministérios ordenados deva ocupar a atenção dos fiéis durante todo o mês, por serem elas indispensáveis para a essência da Igreja, durante o mês também são homenageadas e convocadas as vocações igualmente importantes para a vida eclesial. 

Assim, na primeira semana se enfoca de maneira especial as vocações presbiterais e diaconais, por causa das festas de São João Maria Vianney, presbítero, dia 04 de agosto, e a de São Lourenço, diácono, no dia 10.

A segunda semana é dedicada à vocação ao matrimônio, com do Dia dos Pais e o início da Semana da Família. Recordamos, então, o chamado a gerar vida, a continuar com a obra criadora de Deus. Ser pai e ser mãe, constituir família, assumir um estado de vida na Igreja.

Na terceira semana, motivados pela festa da Assunção de Maria, modelo de todos aqueles que dizem sim, celebramos no terceiro domingo a vocação religiosa. Reflete-se sobre as vocações religiosas e missionárias, recordando os vários chamados de Deus neste sentido, sejam para a vida contemplativa nos mosteiros, seja para vida ativa nas várias frentes pastorais e evangelizadoras.

Por fim, na última semana se dedica atenção especial à vocação laical, recordando de forma especial os catequistas, os pedagogos da fé, mas também os vários outros ministérios eclesiais e o papel do leigo no mundo. No ano em que o mês de agosto tiver cinco domingos, no quarto domingo são recordados todos os ministérios leigos e no quinto o dia do catequista.

O mês vocacional tem sua origem logo após o Concílio Vaticano II. Com o objetivo de despertar a consciência das comunidades para a corresponsabilidade, num período de crise das vocações de especial consagração, Dom Aloísio Lorscheider, então bispo de Novo Hamburgo, no Rio Grande do Sul, instituiu uma comissão para criar um diretório vocacional para a diocese. Em 1970 surgia a primeira experiência do mês vocacional no Brasil. Esta iniciativa deu certo e, em 1981, a Assembléia Geral da CNBB instituiu o mês de agosto como mês vocacional para todo o Brasil. Em setembro de 1999, acontece o Primeiro Congresso Vocacional do Brasil.


TODOS SOMOS RESPONSÁVEIS PELAS VOCAÇÕES SACERDOTAIS




“O dever de fomentar as vocações pertence a toda a comunidade cristã, que as deve promover sobretudo mediante uma vida plenamente cristã; mormente para isso concorrem quer as famílias, que animadas pelo espírito de fé, de caridade e piedade, são como que o primeiro seminário, quer as paróquias, de cuja vida fecunda participam os mesmos adolescentes”(OT 2)
O mês de agosto é para nós um tempo muito especial. Nós o chamamos de mês vocacional. É claro que todos os dias são propícios para lançarmos a semente vocacional no terreno da existência de nossos jovens. A Igreja, neste mês vocacional, contempla todas as vocações, mas quero destacar especialmente a vocação sacerdotal. Antes partilho com todos uma grande alegria. Em nossa diocese não faltam jovens que são chamados anualmente a integrarem nossas comunidades formativas para que aí possam fazer um discernimento e dar uma resposta afirmativa a Deus que os chama. Nossa diocese conta com um bom grupo de presbíteros diocesanos e de duas congregações religiosas que nos auxiliam significativamente. Somos muito gratos aos padres religiosos, palotinos e josefinos, que integram nosso presbitério.
Mas não nos acomodemos. Continuar trabalhando para que tenhamos mais sacerdotes, não somente para esta diocese, mas também para outras dioceses, especialmente para às que estão na grande Amazônia, é uma exigência da própria Igreja.
Como o próprio texto acima, que retirei do Decreto Optatam Totius sobre a formação sacerdotal, do Concílio Vaticano II que celebra seu Jubileu de Ouro a partir deste ano, todos somos responsáveis pelas vocações sacerdotais. Tenhamos certeza de que Deus continua chamando de diversas formas. Mas é preciso que nossos vocacionados tenham condições favoráveis para escutarem o chamado e possam dar uma resposta positiva a Deus que os chama. Daí a necessidade de uma vida cristã mais comprometida e fervorosa. Não raro escutamos testemunhos onde o catequista foi sinal do chamado sacerdotal; os pais que rezavam para que um filho fosse chamado; e tantos outros casos, onde os avós, uma tia, um primo ou um amigo. Eu mesmo tive como mediação do chamado o meu pároco, e depois alguns seminaristas que me falaram de vocação sacerdotal e um casal de primos. A minha resposta não foi imediata, mas certamente o convite que me fizeram contribuiu para que mais tarde eu desse uma resposta positiva. Não tenho dúvidas disso. Daí a necessidade de semearmos sempre em qualquer tempo. Como na parábola do semeador em Mateus 13, é Deus quem faz nascer, crescer e frutificar. Estamos num tempo privilegiado onde nossa juventude está muito motivada com a JMJ. Os jovens de todo o Brasil e do mundo inteiro estão com os olhos voltados para o grande evento no Rio de Janeiro em 2013.
Aproveitemos deste terreno fecundo para lançarmos a semente vocacional no coração de nossos adolescentes e jovens e os ajudemos para que tenham condições favoráveis para um adequado discernimento vocacional.
Desejo que todas as nossas comunidades eclesiais se esforcem por serem fecundas  suscitando, assim, abundantes e santas vocações para toda a Igreja.
Que os sacerdotes, pelo seu testemunho, zelo pastoral, humildade, ânimo sempre alegre, como também pela caridade sacerdotal e fraternidade presbiteral favoreçam o surgimento das vocações em suas paróquias e comunidades atraindo para Cristo os nossos adolescentes e jovens para o sacerdócio.
Enfim, faço um apelo a todos para que em nossas orações pessoais, em família e, especialmente na Igreja, com a comunidade, nos grupos de oração, grupos de vivência, nos encontros de jovens, de adolescentes, nas diversas reuniões realizadas em nossa Diocese através dos movimentos e pastorais, nas Adorações ao Santíssimo, na visita aos doentes, na catequese e, principalmente, na celebração da Santíssima Eucaristia, que em todos esses momentos nos sintamos motivados para “orar ao Senhor da messe para que envie mais operários para sua messe” (cf. Mt 9, 37-38; Lc 10, 2).
Que a Virgem Maria, Rainha dos Apóstolos, sempre nos guie e acompanhe no caminho da fé e da caridade, e assim sejamos todos ardorosos e incansáveis discípulos missionários de Cristo.


Dom Celso A. Marchiori
Bispo Diocesano de Apucarana

terça-feira, 31 de julho de 2012

Semana dos Ministérios Ordenados


 O episódio relatado nos Atos dos Apóstolos (At 6,1-7) mostra como na comunidade cristã surgiu uma tensão entre grupos a respeito da ajuda às viúvas. 

Lucas não condena o conflito. O conflito faz parte da experiência comunitária. Onde os conflitos não existem não há comunidade, ou eles são mascarados, reprimidos. O importante não é fazer desaparecer os conflitos, mas administrá-los para o crescimento da comunidade. 

A comunidade torna-se disponível ao serviço e, por isso, o ministério apostólico e o serviço da diaconia favorecem a unidade. Hoje a Igreja está ciente de seu dever e chamado à oração, à caridade e ao serviço da Palavra e da missão. 

Os ministérios ordenados garantem a comunhão, a unidade onde as diferenças são vividas no âmbito da comunhão, tornando-se motivo de riqueza. Em uma sociedade individualista e violenta, o movimento da Palavra precisa de uma comunidade ministerial, lugar de unidade na diversidade, que vive a comunhão para a missão. 

Desde o início emergem os três ministérios essenciais da Igreja: o serviço da Palavra, o serviço litúrgico da oração e o serviço da assistência aos pobres. Não é utilizado o termo “diácono”, embora haja referência à diaconia e à imposição das mãos. 

O diácono é sinal do próprio Cristo Senhor servo, é animador do serviço da Igreja junto às comunidades cristãs e intérprete das necessidades e aspirações delas. A Igreja articula suas funções procurando dar respostas diferentes de acordo com os problemas que se apresentam no próprio caminho histórico, a fim de viver a comunhão, a responsabilidade comum e uma eficiente colaboração. 

Comissão Episcopal para os Ministérios Ordenados e a Vida Consagrada da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil

Material para o Mês Vocacional

A Diocese de Apucarana, anualmente tem elaborado materiais que possam ajudar na divulgação e animação do mês vocacional, os seguintes vídeos foram elaborados no ano de 2011 pelo seminarista diocesano José Antonio Ferreira, tendo como objetivo enfatizar o que celebramos durante cada semana, durante todo mês. Os vídeos podem ser baixados e utilizados livremente.   

Primeira Semana - Ministérios Ordenados


Segunda Semana - Família


Terceira Semana - Vida Consagrada


Quarta Semana - Ministérios não ordenados (Leigos)



Seminarista Marcelo Beltrame


Hora Santa Vocacional para Agosto



Como de costume, estamos disponibilizando a Hora Santa Vocacional para o mês de agosto para que em unidade possamos rezar com maior intensidade pelas vocações durante este mês tão importante para a Igreja de Cristo. 
Para fazer o download é só clicar aqui.

Agosto: Mês Vocacional

O nosso blog, durante todo o mês de agosto, intensificará as postagens trazendo matérias e subsídios úteis para serem utilizados nas paróquias, grupos de oração, catequese e outras pastorais que se interessarem. 
Nossa primeira postagem é o subsídio elaborado pela  Comissão Episcopal Pastoral para os Ministérios Ordenados e a Vida Consagrada juntamente com o Instituto de Pastoral Vocacional e o Centro Rogate do Brasil.



Segue em anexo, para download:

domingo, 1 de julho de 2012

Encontro Vocacional

Nos dias 30 de Junho e 1 de Julho aconteceu no Seminário Menor diocesano de Apucarana o segundo Encontro Vocacional Masculino com 35 Vocacionados de todo território diocesano. Estiveram presentes os seminaristas Menores juntamente com os seminaristas da Filosofia e Teologia, Pe.  Émerson de Jesus Rodrigues coordenador diocesano do SAV e Pe. Marcelo Miquelin.