terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Atividades do SAV no primeiro semestre de 2013


Estamos iniciamos mais um ano de atividades do Serviço de Animação Vocacional.
O grande objetivo deste ano, além de realizar os trabalhos já programados, é reestruturar o SAV em todas as paróquias de nossa Diocese. Por isso gostaria de contar com o seu apoio.
Conforme nosso calendário, gostaria de motivar os padres e os responsáveis do SAV para os seguintes encontros e atividades em nossa Diocese nos próximos meses.

Dia 03/ Março- 8h as 11h – Encontro de Animadores Vocacionais Decanato Norte – Local: Santa Fé.  14h as 17h – Dia do Sim Decanato Norte – Local: Santa Fé

Dias 09 e 10/ Março - Encontro Vocacional Masculino Diocesano – Local: Seminário Menor – Apucarana

Dia 14/ Abril - 8h as 11h – Encontro de Animadores Vocacionais Decanato Centro Norte – Local: Trindade.  14h as 17h – Dia do Sim Decanato Centro Norte – Local: Trindade

Dia 28/ Abril – Dia Mundial de Oração pelas Vocações.  Romaria dos Animadores Vocacionais – Local: Santuário Santa Rita em Lunardelli – Missa as 11h

Dia 19/ Maio - 8h as 11h – Encontro de Animadores Vocacionais Decanato Centro – Local: IFA.  14h as 17h – Dia do Sim Decanato Centro – Local: IFA

Dias 25 e 26/ Maio - Encontro Vocacional Masculino Diocesano – Local: Seminário Menor - Apucarana

Dia 02/ Junho - 8h as 11h – Encontro de Animadores Vocacionais Decanato Sul - Local: Ivaiporã – Colégio Mater Consolatrix (Congregação das Irmãs de São Carlos de Lyon).          14h as 17h – Dia do Sim Decanato Sul – Local: Ivaiporã – Colégio Mater Consolatrix (Congregação das Irmãs de São Carlos de Lyon)

Dias 29 e 30/ Junho - Encontro Vocacional Masculino Diocesano – Local: Seminário Menor - Apucarana

Dia 07/ Julho - 8h as 11h – Encontro de Animadores Vocacionais Decanato Sul – Local: Borrazópolis.              14h as 17h – Dia do Sim Decanato Sul – Local: Borrazópolis (Obs.: Este encontro estava marcado dia 9 de junho. Diante de uma necessidade foi mudado a data).


Pe Émerson J. Rodrigues
Assessor do SAV

sábado, 9 de fevereiro de 2013

Carnaval é cultura!


carnaval é um cartão postal do Brasil para o mundo. Como a Igreja vê a questão da cultura e da fé? Elas se unem?
O carnaval do “mundão” é o que é por culpa da Igreja. Quem criou o carnaval? Foi a Igreja, porque o carnaval era uma festa adaptada do paganismo, mas como uma experiência religiosa, comunitária. Se você entrevistar uma pessoa de 50 ou 60 anos ela vai lhe contar como se ia no carnaval antigamente, a família ia celebrar a alegria, externar a alegria. O carnaval era uma festa profundamente religiosa, familiar e comunitária.Com o passar do tempo, foram se infiltrando pessoas que não tinham família, que não comungavam desse desejo de celebrar a alegria em família. E na Itália iniciou-se um processo de mascaramento do carnaval. Para que as pessoas se divertissem à vontade sem que fossem descobertos, começaram a usar máscaras.
Por um puritanismo abestalhado afastou-se o religioso da cultura. E quando acontece a separação da cultura e da fé, a cultura caminha sozinha daí sim, infelizmente com uma forte influência maligna. O que aconteceu com os grandes focos do carnaval no Brasil? Rio de Janeiro, São Paulo, Salvador e Recife? Pouco a pouco a fé foi ficando de fora e a partir da cultura popular acabou assumindo falsos valores. Não era mais uma festa de família, não era mais uma festa de brincantes, mas sim uma festa com o objetivo claro de levar as pessoas à alienação de si mesmo pelas drogas, alienação do valor do seu corpo pela prostituição, alienação da sua vontade pelo alcoolismo, pela bebida. Então aquilo que era uma festa para a família brincar, ela não pode mais participar.
Por um lado as escolas de samba mostrando a nudez como se fosse o maior valor e isso patrocinado por um grande canal de televisão, e vende isso para o mundo inteiro. O Brasil é conhecido como o país do carnaval e do futebol;e daí que nós precisamos recuperar o grande sentido comunitário que se manifesta no carnaval e no futebol, que o Brasil é um país de gente que aprendeu a ser família, a ser irmão. Mas se a Igreja não mergulhar lá no âmago dessa festa para recuperar o sentido religioso e fazer com que aconteça uma inculturação e não aculturação do Evangelho a partir do que as pessoas estão experimentando não conseguiremos retomar o sentido cristão, alegre, brincante e festivo.
E o perigo é acontecer conosco o que aconteceu com alguns grupos religiosos, que se afastaram de tudo porque é algo sujo e feio. Um elemento importante e que ajuda nesse processo de inculturação é mostrar que as nossas festas carnavalescas como esta que acontece aqui na Canção Nova não são uma fuga do carnaval. Não estamos negando o carnaval! Estou gostando muito deste slogan O CARNAVAL É AQUI! Pois é justamente isso, aqui é o verdadeiro carnaval porque para brincar você não precisa de máscaras, e assim experimente a alegria interior.
Precisamos de propostas que levem as pessoas a experimentarem a alegria. Não adianta de nada dizer para a pessoa não ir lá, porque se a pessoa vai e experimenta a alegria e a alegria é sensível, Santo Tomás de Aquino aqui precisa ser lembrado, ele dizia que tudo aqui que chega na razão humana passa pelos sentimentos. A alegria que a pessoa sente lá é uma alegria real. Aquela música, aquela batucada, a beleza, o conjunto da obra, leva as pessoas a viverem uma alegria. Agora, eu só vou convencer as pessoas de que existe uma alegria maior, levando-as a experimentar a verdadeira alegria. Eu só vou conseguir mostrar para as pessoas que existe uma música que me eleva além de me alegrar, à medida que as pessoas cantando nossas músicas, dançando nossas canções experimentem uma alegria que não é regada com bebida e com droga. É com valores com algo objetivo, retomando Santo Tomás, passando pelos sentimentos, pelas emoções que nós vamos atingir os corações das pessoas. Essa é a grande missão da Igreja: levar as pessoas a experimentar a verdadeira alegria para levarem outras pessoas que estão buscando alegria nos caminhos falsos reencontrem os caminhos de Deus, reencontrem o “Deus que dança” (Sofonias 3, 14ss ) o “Deus que ri” (Salmo 2 e Salmo 36)
Existem 1650 definições de cultura, a extensão do conceito é tão grande que se afirma o seguinte: Tudo aquilo que o ser humano faz é cultura.Motivado por quem? Motivado por religião é cultura; por interesse econômico é cultura; o artesanato, a comida, a roupa, tudo isso é cultura. 
Paulo VI percebeu muito bem, João XXIII já havia percebido, e a Igreja precisa descobrir: Quando o verbo de Deus se fez carne e habitou entre nós, Jesus assumiu a cultura, Ele assumiu o jeito de ser humano. O humano é caminho para o sagrado, e eu vejo aqui a questão da moda, da cultura, do desenho, do artesanato, a necessidade do ser humano entrar em comunhão com Deus, a necessidade do ser humano externalizar seus sentimentos e suas emoções.
O Evangelho precisa entrar aí, aonde ele não entrar vai acontecer o que percebemos nestas manifestações culturais de carnaval.
O que mais se fala nos desfiles das escolas de samba é a palavra comunidade. “A comunidade da vila tal”, “a comunidade de não sem da onde”. Por quê? Porque ali tem todo um esforço comunitário; é preciso renunciar muita coisa para estar lá, gente que passa lá dia e noite, trabalhando e gastando; gente que paga caro para desfilar porque aquilo é fruto de expressão comunitária, a comunidade está ali, mas mal usada. É mesma coisa que uma faca: Você tem uma faca em casa para cortar legumes, frutas, descascar alguma coisa para cozinhar, mas esta mesma faca pode matar alguém. È mais ou menos o que acontece com a cultura.Quando eu tiro o elemento espiritual do elemento cultural ela torna-se um elemento de morte. É o que está acontecendo hoje em muitos carnavais: a música e a dança estão levando à morte, é a “cultura de morte!”
Pe. Léo,sjc - Comunidade Bethânia

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

Mensagem do Papa Bento XVI para a 50º Dia Mundial de Oração pelas Vocações


Amados irmãos e irmãs!
No quinquagésimo Dia Mundial de Oração pelas Vocações que será celebrado no IV Domingo de Páscoa, 21 de Abril de 2013, desejo convidar-vos a refletir sobre o tema «As vocações sinal da esperança fundada na fé», que bem se integra no contexto do Ano da Fé e no cinquentenário da abertura do Concílio Ecumênico Vaticano II. Decorria o período da Assembleia conciliar quando o Servo de Deus Paulo VI instituiu este Dia de unânime invocação a Deus Pai para que continue a enviar operários para a sua Igreja (cf. Mt 9,38). «O problema do número suficiente de sacerdotes – sublinhava então o Sumo Pontífice – interpela todos os fiéis, não só porque disso depende o futuro da sociedade cristã, mas também porque este problema é o indicador concreto e inexorável da vitalidade de fé e amor de cada comunidade paroquial e diocesana, e o testemunho da saúde moral das famílias cristãs. Onde desabrocham numerosas as vocações para o estado eclesiástico e religioso, vive-se generosamente segundo o Evangelho» (Paulo VI, Radiomensagem, 11 de Abril de 1964).
Nestas cinco décadas, as várias comunidades eclesiais dispersas pelo mundo inteiro têm-se espiritualmente unido todos os anos, no IV Domingo de Páscoa, para implorar de Deus o dom de santas vocações e propor de novo à reflexão de todos a urgência da resposta à chamada divina. Na realidade, este significativo encontro anual tem favorecido fortemente o empenho por se consolidar sempre mais, no centro da espiritualidade, da ação pastoral e da oração dos fiéis, a importância das vocações para o sacerdócio e a vida consagrada.
A esperança é expectativa de algo de positivo para o futuro, mas que deve ao mesmo tempo sustentar o nosso presente, marcado frequentemente por dissabores e insucessos. Onde está fundada a nossa esperança? Olhando a história do povo de Israel narrada no Antigo Testamento, vemos aparecer constantemente, mesmo nos momentos de maior dificuldade como o exílio, um elemento que os profetas de modo particular não cessam de recordar: a memória das promessas feitas por Deus aos Patriarcas; memória essa que requer a imitação do comportamento exemplar de Abraão, o qual – como sublinha o Apóstolo Paulo – «foi com uma esperança, para além do que se podia esperar, que ele acreditou e assim se tornou pai de muitos povos, conforme o que tinha sido dito: Assim será a tua descendência» (Rm 4,18). Então, uma verdade consoladora e instrutiva que emerge de toda a história da salvação é a fidelidade de Deus à aliança, com a qual Se comprometeu e que renovou sempre que o homem a rompeu pela infidelidade, pelo pecado, desde o tempo do dilúvio (cf. Gn 8,21-22) até ao êxodo e ao caminho no deserto (cf. Dt 9,7); fidelidade de Deus que foi até ao ponto de selar a nova e eterna aliança com o homem por meio do sangue de seu Filho, morto e ressuscitado para a nossa salvação.
Em todos os momentos, sobretudo nos mais difíceis, é sempre a fidelidade do Senhor – verdadeira força motriz da história da salvação – que faz vibrar os corações dos homens e mulheres e os confirma na esperança de chegar um dia à «Terra Prometida». O fundamento seguro de toda a esperança está aqui: Deus nunca nos deixa sozinhos e permanece fiel à palavra dada. Por este motivo, em toda a situação, seja ela feliz ou desfavorável, podemos manter uma esperança firme, rezando com o salmista: «Só em Deus descansa a minha alma, d’Ele vem a minha esperança» (Sl 62/61,6). Portanto ter esperança equivale a confiar no Deus fiel, que mantém as promessas da aliança. Por isso, a fé e a esperança estão intimamente unidas. A esperança «é, de fato, uma palavra central da fé bíblica, a ponto de, em várias passagens, ser possível intercambiar os termos “fé” e “esperança”. Assim, a Carta aos Hebreus liga estreitamente a “plenitude da fé” (10,22) com a “imutável profissão da esperança” (10,23). De igual modo, quando a Primeira Carta de Pedro exorta os cristãos a estarem sempre prontos a responder a propósito do logos – o sentido e a razão – da sua esperança (3,15), “esperança” equivale a “fé”» (Enc. Spe salvi, 2).
Amados irmãos e irmãs, em que consiste a fidelidade de Deus à qual podemos confiar-nos com firme esperança? Consiste no seu amor. Ele, que é Pai, derrama o seu amor no mais íntimo de nós mesmos, através do Espírito Santo (cf. Rm 5,5). E é precisamente este amor, manifestado plenamente em Jesus Cristo, que interpela a nossa existência, pedindo a cada qual uma resposta a propósito do que quer fazer da sua vida e quanto está disposto a apostar para a realizar plenamente. Por vezes o amor de Deus segue percursos surpreendentes, mas sempre alcança a quantos se deixam encontrar. Assim a esperança nutre-se desta certeza: «Nós conhecemos o amor que Deus nos tem, pois cremos nele» (1 Jo 4,16). E este amor exigente e profundo, que vai além da superficialidade, infunde-nos coragem, dá-nos esperança no caminho da vida e no futuro, faz-nos ter confiança em nós mesmos, na história e nos outros. Apraz-me repetir, de modo particular a vós jovens, estas palavras: «Que seria da vossa vida, sem este amor? Deus cuida do homem desde a criação até ao fim dos tempos, quando completar o seu desígnio de salvação. No Senhor ressuscitado, temos a certeza da nossa esperança» (Discurso aos jovens da diocese de São Marino-Montefeltro, 19 de Junho de 2011).
Também hoje, como aconteceu durante a sua vida terrena, Jesus, o Ressuscitado, passa pelas estradas da nossa vida e vê-nos imersos nas nossas atividades, com os nossos desejos e necessidades. É precisamente no nosso dia-a-dia que Ele continua a dirigir-nos a sua palavra; chama-nos a realizar a nossa vida com Ele, o único capaz de saciar a nossa sede de esperança. Vivente na comunidade de discípulos que é a Igreja, Ele chama também hoje a segui-Lo. E este apelo pode chegar em qualquer momento. Jesus repete também hoje: «Vem e segue-Me!» (Mc 10,21). Para acolher este convite, é preciso deixar de escolher por si mesmo o próprio caminho. Segui-Lo significa entranhar a própria vontade na vontade de Jesus, dar-Lhe verdadeiramente a precedência, antepô-Lo a tudo o que faz parte da nossa vida: família, trabalho, interesses pessoais, nós mesmos. Significa entregar-Lhe a própria vida, viver com Ele em profunda intimidade, por Ele entrar em comunhão com o Pai no Espírito Santo e, consequentemente, com os irmãos e irmãs. Esta comunhão de vida com Jesus é o «lugar» privilegiado onde se pode experimentar a esperança e onde a vida será livre e plena.
As vocações sacerdotais e religiosas nascem da experiência do encontro pessoal com Cristo, do diálogo sincero e familiar com Ele, para entrar na sua vontade. Por isso, é necessário crescer na experiência de fé, entendida como profunda relação com Jesus, como escuta interior da sua voz que ressoa dentro de nós. Este itinerário, que torna uma pessoa capaz de acolher a chamada de Deus, é possível no âmbito de comunidades cristãs que vivem uma intensa atmosfera de fé, um generoso testemunho de adesão ao Evangelho, uma paixão missionária que induza a pessoa à doação total de si mesma pelo Reino de Deus, alimentada pela recepção dos sacramentos, especialmente a Eucaristia, e por uma fervorosa vida de oração. Esta «deve, por um lado, ser muito pessoal, um confronto do meu eu com Deus, com o Deus vivo; mas, por outro, deve ser incessantemente guiada e iluminada pelas grandes orações da Igreja e dos santos, pela oração litúrgica, na qual o Senhor nos ensina continuamente a rezar de modo justo» (Enc. Spe salvi, 34).
A oração constante e profunda faz crescer a fé da comunidade cristã, na certeza sempre renovada de que Deus nunca abandona o seu povo e que o sustenta suscitando vocações especiais, para o sacerdócio e para a vida consagrada, que sejam sinais de esperança para o mundo. Na realidade, os presbíteros e os religiosos são chamados a entregar-se de forma incondicional ao Povo de Deus, num serviço de amor ao Evangelho e à Igreja, num serviço àquela esperança firme que só a abertura ao horizonte de Deus pode gerar.
Assim eles, com o testemunho da sua fé e com o seu fervor apostólico, podem transmitir, em particular às novas gerações, o ardente desejo de responder generosa e prontamente a Cristo, que chama a segui-Lo mais de perto. Quando um discípulo de Jesus acolhe a chamada divina para se dedicar ao ministério sacerdotal ou à vida consagrada, manifesta-se um dos frutos mais maduros da comunidade cristã, que ajuda a olhar com particular confiança e esperança para o futuro da Igreja e o seu empenho de evangelização. Na verdade, sempre terá necessidade de novos trabalhadores para a pregação do Evangelho, a celebração da Eucaristia, o sacramento da Reconciliação.
Por isso, oxalá não faltem sacerdotes zelosos que saibam estar ao lado dos jovens como «companheiros de viagem», para os ajudarem, no caminho por vezes tortuoso e obscuro da vida, a reconhecer Cristo, Caminho, Verdade e Vida (cf. Jo 14,6); para lhes proporem com coragem evangélica a beleza do serviço a Deus, à comunidade cristã, aos irmãos. Não faltem sacerdotes que mostrem a fecundidade de um compromisso entusiasmante, que confere um sentido de plenitude à própria existência, porque fundado sobre a fé n’Aquele que nos amou primeiro (cf. 1 Jo 4,19).
Do mesmo modo, desejo que os jovens, no meio de tantas propostas superficiais e efêmeras, saibam cultivar a atração pelos valores, as metas altas, as opções radicais por um serviço aos outros seguindo os passos de Jesus. Amados jovens, não tenhais medo de O seguir e de percorrer os caminhos exigentes e corajosos da caridade e do compromisso generoso. Sereis felizes por servir, sereis testemunhas daquela alegria que o mundo não pode dar, sereis chamas vivas de um amor infinito e eterno, aprendereis a «dar a razão da vossa esperança» (1 Ped 3,15).


sábado, 22 de dezembro de 2012

Jesus, humildemente reclinado no presépio

“Natal é vida que nasce. Natal é Cristo que vem. Nós somos o seu presépio e a nossa casa é Belém”.
O refrão deste cântico natalino ressoa aos nossos ouvidos, sinalizando que o Natal se aproxima. E, mais uma vez somos, por um lado pressionados a correr para as compras e, por outro, atraídos por um valor maior, que é motivado pela fé: caminhar ao encontro de Jesus. Realmente, o Natal pode ser visto sob essas duas vertentes. Qual é a que mais nos satisfaz verdadeiramente? Os presentes são passageiros e logo se acabam. Jesus, no entanto, permanece para sempre.
Natal é Jesus e somente com ele, nele e por ele podemos celebrar satisfatoriamente esta festa, que é celebrada no mundo inteiro. Vamos usufruir deste tempo de graça espiritual, que o Senhor nos oferece, e comemorar o dom mais precioso e fundamental de nossa fé: Jesus Cristo, o Filho de Deus, nascido da Virgem Maria para nos salvar.
Como é importante neste momento o dom da fé! Somente pela fé seremos capazes de celebrar esta festa natalina com espírito cristão, onde nos revestiremos dos valores que estão bem acima do consumismo, que acaba por influenciar-nos drasticamente. Nosso Senhor já nos alertara sobre isso, quando disse: “Velai sobre vós mesmos, para que os vossos corações não se tornem pesados com o excesso do comer, com a embriaguez e com as preocupações da vida” (Lc 21, 34). Muitos acabam ficando só com esta dimensão da festa de Cristo, e esquecem o essencial que é Jesus, humildemente reclinado no presépio.
Aproveitemos bem este tempo de Natal, para manter nosso “olhar fixo sobre Jesus Cristo, «autor e consumador da fé» (Hb 12, 2): n’Ele encontra plena realização toda a ânsia e anélito do coração humano. A alegria do amor, a resposta ao drama da tribulação e do sofrimento, a força do perdão face à ofensa recebida e a vitória da vida sobre o vazio da morte, tudo isto encontra plena realização no mistério da sua Encarnação, do seu fazer-Se homem, do partilhar conosco a fragilidade humana para a transformar com a força da sua ressurreição. N’Ele, morto e ressuscitado para a nossa salvação, encontram plena luz os exemplos de fé que marcaram estes dois mil anos da nossa história de salvação” (Porta Fidei, 13).
Ao contemplarmos Jesus, humildemente reclinado no presépio com Maria e José, oremos para que nossa diocese, paróquias, comunidades, diaconias, grupos de vivência e famílias sejam lugares propícios para que muitos possam aproximar-se de Cristo, nele acreditar e dele tornar-se discípulos missionários.
A todos, desejo um Natal abundantemente abençoado!

Dom Celso A. Marchiori
Bispo de Apucarana

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Nossa Senhora de Guadalupe


12/12  Nossa Senhora de Guadalupe
Um sábado de 1531 a princípios de dezembro, um índio chamado Juan Diego, ia muito de madrugada do povo em que residia à cidade do México a assistir a suas aulas de catecismo e para ouvir a Santa Missa. Ao chegar junto à colina chamada Tepeyac amanhecia e escutou uma voz que o chamava por seu nome. 

Ele subiu ao cume e viu uma Senhora de sobre-humana beleza, cujo vestido era brilhante como o sol, a qual com palavras muito amáveis e atentas lhe disse: "Juanito: o menor de meus filhos, eu sou a sempre Virgem Maria, Mãe do verdadeiro Deus, por quem se vive. Desejo vivamente que me construa aqui um templo, para nele mostrar e prodigalizar todo meu amor, compaixão, auxílio e defesa a todos os moradores desta terra e a todos os que me invoquem e em Mim confiem. Vá ao Senhor Bispo e lhe diga que desejo um templo neste plano. Anda e ponha nisso todo seu esforço". 

Retornou a seu povo Juan Diego se encontrou de novo com a Virgem Maria e lhe explicou o ocorrido. A Virgem lhe pediu que ao dia seguinte fora novamente falar com o bispo e lhe repetisse a mensagem. Esta vez o bispo, logo depois de ouvir Juan Diego disse que devia ir e lhe dizer à Senhora que lhe desse alguma sinal que provasse que era a Mãe de Deus e que era sua vontade que lhe construíra um templo. 

De volta, Juan Diego achou Maria e lhe narrou os fatos. A Virgem lhe mandou que voltasse para dia seguinte ao mesmo lugar, pois ali lhe daria o sinal. Ao dia seguinte Juan Diego não pôde voltar para colina, pois seu tio Juan Bernardino estava muito doente. A madrugada de 12 de dezembro Juan Diego partiu a toda pressa para conseguir um sacerdote a seu tio, pois se estava morrendo. Ao chegar ao lugar por onde devia encontrar-se com a Senhora preferiu tomar outro caminho para evitá-la. de repente Maria saiu a seu encontro e lhe perguntou aonde ia. O índio envergonhado lhe explicou o que ocorria. A Virgem disse a Juan Diego que não se preocupasse, que seu tio não morreria e que já estava são. Então o índio lhe pediu o sinal que devia levar a bispo. Maria lhe disse que subisse ao cume da colina onde achou rosas de Castela frescas e colocando-as no poncho, cortou quantas pôde e as levou a bispo.
 
Uma vez diante de Dom Zumárraga Juan Diego desdobrou sua manta, caíram ao chão as rosas e no poncho estava pintada com o que hoje se conhece como a imagem da Virgem de Guadalupe. Vendo isto, o bispo levou a imagem Santa à Igreja Maior e edificou uma ermida no lugar que tinha famoso o índio. 

Pio X a proclamou como "Padroeira de toda a América Latina", Pio XI de todas as "Américas", Pio XII a chamou "Imperatriz das Américas" e João XXIII "A Missionária Celeste do Novo Mundo" e "a Mãe das Américas".

A imagem da Virgem de Guadalupe se venera no México com maior devoção, e os milagres obtidos pelos que rezam à Virgem de Guadalupe são extraordinários.

sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Imaculada Conceição de Nossa Senhora



No dia 8 de dezembro, a Igreja celebra a solenidade da Imaculada Conceição, professando que a Mãe de Jesus foi concebida sem o pecado original, herança com que todos nascemos. A festa é celebrada no tempo litúrgico do Advento, de preparação para o Natal. Neste tempo, é importante lembrar-se também daquela que foi escolhida por Deus para ser a mãe do Verbo Encarnado; o Filho de Deus vem até nós através de uma mulher.

CHEIA DE GRAÇA - Para ser a mãe de Cristo, Deus escolheu uma mulher santa e pura, cheia de graça. Por isso, como afirma o Concílio Vaticano II, na constituição “Lumen gentium”, Maria, “desde o primeiro instante de sua existência, é enriquecida com uma santidade surpreendente, absolutamente única.” (LG 56) É esse o mistério que celebramos no dia 8 de dezembro: para ser digna Mãe do Verbo, Deus preservou Maria do pecado original e a fez cheia de graça, a fez imaculada desde sua concepção.

REMIDA POR CRISTO - A doutrina da santidade original de Nossa Senhora se firmou inicialmente no Oriente, por volta do século VI ou VII, daí passou para o Ocidente. No século XIII, Duns Scott, teólogo franciscano de inteligência brilhante, defendia que Maria havia sido concebida sem o pecado original, afirmando que ela foi remida por Cristo como todas as pessoas humanas, mas antes de contrair o pecado original, em previsão dos méritos do Redentor que lhe são aplicados também.

DOGMA DE FÉ - Séculos mais tarde, o Papa Pio IX, com a bula “Ineffabilis Deus”, de 8 de dezembro de 1.854, proclamou o dogma da Imaculada Conceição: “Maria foi imune de toda mancha da culpa original desde o primeiro instante de sua concepção, em vista dos méritos de Cristo.” Quatro anos mais tarde, em 1.858, Nossa Senhora confirmava essa verdade. Aparecendo a Bernadete, na cidade francesa de Lurdes, apresentou-se: “Eu sou a Imaculada Conceição”.

MODELO DE VIDA - A Mãe do Salvador se revela como exemplo de fé, de oração, de escuta da palavra divina, de amor-doação. Nossa devoção deve sempre lembrar a moça que soube dizer sim ao chamado para ser mãe, que se deslocou por caminhos difíceis para servir sua prima Isabel, que na festa de Caná estava servindo e preocupada com a felicidade dos noivos. Maria é a pessoa simples, pobre, que pertencia aos excluídos de sua época. É a mulher firme na condução dos passos de seu Menino, forte ao pé da cruz, exultante na ressurreição de seu Filho.

MÃE DOS CRISTÃOS - Sua existência é uma plena comunhão com o Filho, uma entrega total a Deus. Ela é a mãe imaculada dos cristãos. Como afirma o Papa João Paulo II, Maria é “a primeira e a mais completa realização das promessas divinas. Sua espiritual beleza nos convida à confiança e à esperança. A Virgem toda pura e toda santa nos anima a preparar os caminhos do Senhor e a endireitar seus caminhos.”

CAMINHO PARA BELÉM - A celebração da Imaculada dentro do Advento – tempo de preparação para o Natal de Jesus Cristo – deve nos levar até o presépio de Belém, descobrindo a humildade e a pobreza de nosso Deus e de sua mãe, comprometendo-nos com os pobres e excluídos, os que tiveram o privilégio de receber primeiro o convite para irem adorar o Menino que nasceu.

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

O Tempo do Advento


Com este tempo inicia-se o Ano Litúrgico. A Palavra "advento" significa "chegada",  "vinda". Sua espiritualidade nos chama à esperança, a uma alegre e piedosa expectativa, à conversão, à renovação e ao juízo do Senhor.
O Advento possui quatro domingos e tem como tarefa preparar-nos para receber o Senhor, que se manifesta a nós. Começamos com a expectativa da segunda vinda de Cristo, que se dará na grandeza de sua glória. Depois, mais próximos do Natal, nós nos voltamos para a sua primeira vinda, quando ele assumiu a nossa humanidade ao nascer na gruta de Belém.
A liturgia do período do Advento é um cântico contínuo de esperança. Somos chamados a viver como os primeiros cristãos e jubilosa expectativa da volta do Senhor.

Celebrando o Advento

*Cor do tempo: roxa.
* No Advento, começamos um novo Ano Litúrgico. Iniciamos aos domingos a leitura de um novo evangelista (Mateus, Marcos e Lucas), conforme o ciclo trienal A-B-C.
* Nesse tempo, omite-se o Glória, mas canta-se o Aleluia.
*Usam-se o órgão e os outros instrumentos musicais. O altar é ornado com flores, com aquela moderação que convém ao caráter próprio deste tempo, de modo a não antecipar a plena alegria do Natal do Senhor. Pelo mesmo motivo, não devemos tirar a sobriedade do espaço litúrgico colocando enfeites natalinos, tão comuns no comércio.
*O 3º Domingo do Advento recebe o nome de “Domingo Gaudete” ou “Domingo da Alegria”. Nele pode-se usar a cor rosa.
*A realização de celebrações penitenciais e a celebração do sacramento da Penitência são de grande valor para a vivência autêntica desse tempo.
*A liturgia do Advento recorda frequentemente a Virgem Maria. Por isso, esse tempo é particularmente propício para desenvolvermos na comunidade uma espiritualidade mariana voltada para a espera do nascimento do Salvador.
*Alguns aspectos da piedade popular (novenas, presépios, coroa do Advento), desde que sejam bem direcionadas por uma espiritualidade ligada ao mistério de nossa salvação, podem ajudar na vivência desse tempo.